Lula pediu a Mantega e Meirelles que façam uma "longa exposição" sobre o temaRedução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para setores produtivos em crise, como agricultura, automotivo e da construção civil, manutenção do ritmo crescente dos investimentos em grandes obras, linhas de crédito para a compra de máquinas e equipamentos destinados à exploração e produção de petróleo e campanhas publicitárias para que as pessoas não deixem de comprar bens de consumo são as principais medidas que o governo estuda tomar para amenizar os efeitos da crise econômica no ano que vem.
As formas de o país enfrentar a crise serão o tema da última reunião ministerial do ano, marcada para hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice José Alencar chegaram nesta manhã à Granja do Torto para a reunião ministerial, que deve durar todo o dia. O ministro José Múcio, da Secretaria de Relações Institucionais, informou que Lula pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que façam uma "longa exposição" para a equipe sobre o andamento da crise.
No encontro, o presidente pedirá empenho de todos os auxiliares para tentar evitar que a crise venha a atrapalhar seus dois últimos anos de governo. Uma das formas de vencer a crise, na opinião do presidente, é manter os investimentos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - cerca de R$ 200 bilhões até o fim de 2010 -, irrigar o crédito e convencer as pessoas de que devem continuar comprando.
Pelos cálculos do governo, a perda de arrecadação estimada para o ano que vem será de no mínimo R$ 8 bilhões. Mas Lula quer que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) fique em 4%. Portanto, os ministros terão de oferecer ao presidente soluções que conciliem os ajustes necessários ao enfrentamento da crise e a oferta de dinheiro para os investimentos.
— O presidente acha que o governo precisa entender o que está acontecendo com essa crise e se preparar para agir, de maneira unificada, tendo em vista as medidas que vamos tomar — afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
— Não vamos liberar mais recursos em 2009 para gastos correntes, mas manteremos os investimentos e queremos fomentar a produção. Não se trata de favor nem de dar dinheiro: é fazer a roda girar.
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