Segundo chefe da estatal, seleção de funcionários está em andamento, bem como a ampliação de guichês
Em entrevista à Agência Estado, o chefe do departamento de relacionamento institucional dos Correios, Mário Renato Borges da Silva, confirmou que o plano de contingência da estatal já começou a ser implementado. "O plano todo está disparado", afirmou. Segundo Silva, diversos imóveis já foram alugados em todo o Brasil, o processo de seleção de funcionários temporários está em andamento, bem como a ampliação de guichês de atendimento dentro das agências próprias da estatal. "Como é que eu não faço o plano de contingência se as agências (franqueadas) estiverem fechadas no dia 11 de novembro?", questiona.
Perguntado sobre o que fazer com os contratos de locação já assinados, caso as licitações não ocorram, Silva disse que o contrato será rescindido e haverá o pagamento de multa, como ocorre em todo contrato de aluguel de imóveis. Ele ponderou que o valor do plano, de R$ 426 milhões, refere-se ao período de um ano. "Não quer dizer que vamos gastar isso", observou Silva. Ele fez questão de ressaltar que o plano só será executado "em último caso".
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) vem acumulando problemas como: atrasos nas entregas, contratos de franquia sem licitação, milhares de vagas em aberto devido à demissão voluntária e questionamentos jurídicos sobre o alcance de atuação dos serviços.
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